As correntes invisíveis


Existem momentos que nos sentimos acorrentados em nós mesmos.
Presos as nossas preocupações,apegos,ilusões, papéis, rotina e a materialidade.
Arrastamos correntes invisíveis. 
Ficamos pesados,como se estivéssemos saturados, entupidos de tanta coisa que ocupa nossa mente e congestiona nosso corpo: lembranças, frustrações, desilusões, emoções, sentimentos e anseios.
Escondemos tudo isso debaixo do tapete, usamos máscaras e um sorriso amarelo para disfarçar o que nos entristece e incomoda, afinal, vivemos em um mundo de aparências.
Colocamos armaduras para suportar a falsidade,o auto-engano, a frieza e a indiferença, até, a que desenvolvemos em nós mesmos, para lidar com a complexidade e a competitividade do mundo contemporâneo.
Nosso OBSERVADOR interno que tudo vê, testemunha nossa identificação diante da mecânica existencial.
Ansiamos por nos sentir livres, mas nos aprisionamos em nossas crenças e condicionamentos, como mecanismo de defesa, devido à nossa insegurança.
A Alma sinaliza que se sente prisioneira, quando adoecemos física e emocionalmente.
Nestes momentos só nos resta desconstruir a muralha que nos impede de ver o real sentido da Vida e de nós mesmos!
Permitir que o Observador que no Silêncio interno tudo PERCEBE, nos guie no caminho da libertação.
Criatividade, liberdade, verdade são expressões de nosso SER.
A existência, o tempo e o espaço são oportunidades para nos expandirmos e expressarmos nossa Real Natureza vivenciando experiências e descobertas.
Sentir a Unidade que nos habita é permitir a Vida se olhe através de nós.
O SER é leve, pois é preenchido pela energia que tudo que cria, envolve,permeia, movimenta e sustenta : O AMOR!
Liberdade é expressão do AMOR!
Por Deise Aur
Ilustração:- Versão da original de Anja Osenberg

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